Hoje se escreve um novo capítulo do futebol moderno: Ronaldo irá parar de jogar.
Um jogador fantástico, em todos os sentidos que se possa ter: tanto ele jogou muita bola, como foi protagonista de histórias cabeludas no programa dominical da Rede Globo.
Mas, por melhor que ele tenha jogado, a hora de parar chega para todos. O corpo pára de responder ao que a mente pensa. E mesmo quando responde, não o faz como fazia antigamente. Um time que não coopera desgasta o jogador e uma torcida esteriotipada não só pelos adversários, mas por um grupo de “torcedores” que parece fazer questão de ser taxada de marginal, inibe qualquer tentativa de recuperação.
Confesso que nunca fui o maior fã de Ronaldo, mas adoro história e sei respeitar quem a tem. Dei muita risada com suas pataquadas, mas respeito deve ser devido quem merece.
Além disso, o mesmo grupo de marginais expulsou o brilhante Roberto Carlos do clube. Desse sim sou fã. Excelente tanto fisicamente quanto tecnicamente. Sabia atacar e defender com maestria. Foi um vencedor enquanto defendeu as cores do meu verdão (Palmeiras, não o Alecrim) e fora do país. Infelizmente não conseguiu repetir os títulos no “Curintxia”, mesmo jogando demais no ano passado.
Times amargam má fases, mesmo tendo torcidas enormes e que poderiam render ótimo faturamento. Times de futebol são pessoas jurídicas que não se acabarão. Têm uma estabilidade financeira praticamente garantida pelos governos, principalmente os times antigos e com mais tradição.
Não que gestão esportiva seja fácil. Com certeza não é. Mas também é um lugar onde se pode fazer grandes trabalhos e realmente se fazer a diferença para uma massa.
Os esportes hoje substituem, em boa parte, as religiões em seus formatos antigos. As pessoas sentem a necessidade de fazer parte de um grupo. Os estádios são frequentados enquanto mesquitas e igrejas esvaziam. E hoje, um grande pastor do futebol se aposenta.
E, só para não perder o costume, o banco do “Curintxia” terá beeeem mais espaço agora…