E o dia cumpriu o que prometeu. Tudo deu errado.
Nossa personagem começa a se perguntar se o infinito cósmico universal não conspira contra ele. Logo desistiu desse pensamento. Lembrou que é cético.
No final da tarde, ao retornar para casa, ficou pensando qual é o problema com coceira nas costas das pessoas. ELAS ANDAM! Reparou que nunca você termina coçando as costas de uma pessoa no mesmo lugar que começou? Pois isso o atormentava.
Várias vezes se pegava pensando nisso e nesse tipo de coisa. Muito relevantes, segundo ele.
Depois de fazer tudo que tinha que fazer, foi dormir. Falou em voz alta (já que não crê que haja alguém “lá em cima” para escutar) “que o dia amanhã não seja igual a hoje”. Mas foi. Tão ruim quanto. E, para piorar as coisas, pensava em como joaninhas poderiam impor respeito no mundo animal se até o nome era de menina. Talvez seja isso, o nome de menina.
Deu de ombros.
Talvez isso não fosse tão relevante realmente. Passou a prestar mais atenção ao trânsito. Malditos motoristas. “Todo mundo dirige mal, menos eu.” Se pelo menos as pessoas soubessem as leis de trânsito o mundo seria um lugar melhor… Isso! A solução do mundo passa pela direção correta. Fazer uma campanha de coscientização para que todos dirijam bem parece uma boa idéia.
Não…
Muito trabalho. Céticos são solitários. Se esses calhordas não aprenderam a dirigir, que se virem.
Nada poderia fazer o dia um pouco pior do que uma boa lata de sardinha no tomate. SÓ TEM COM LIMÃO! Maldita mania de comprar 2 latas para provar. E agora? Resolveu comer. O que de pior poderia ocorrer agora?
A TV é uma aprelho fantástico. Pena que não presta para nada. Apresentadores gostam de dizer a pessoas no que acreditar e autores de novelas o que sentir.
Afinal, na TV há apenas efeitos especiais?